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janeiro 18, 2006

A Irmandade dos Anéis

Eis um blogue muito peculiar que pertence a uma casta sem nome, mas muito bem definida: Sociedade Anónima - A Irmandande dos Anéis.
Ainda que transgrida quase todos os dias em excesso de velocidade, gosto de lá passar como se fosse um blogolento, um slow blog, um que se lê com tempo, de vez em quando, como quem saboreia um prato delicioso que se quer fazer durar.

janeiro 04, 2006

O Judeu português lá da Rua

Se a Cláudia, reside nas redondezas (Lisboa) e escreve em excelente Inglês, o Nuno Guerreiro escreve num belíssimo português, directamente dos USA na sua Rua da Judiaria; até agora da Califórnia, qualquer dia a partir da Big Apple.
A Rua da Judiaria tem como característica central tratar de pedaços de história, arte e cultura judaica, particularmente aqueles relacionados com Portugal e portugueses, ou seus descendentes, que se viram obrigados ou sentiram o apelo da diáspora. É nestes textos que melhor transparecem algumas das qualidades literárias e a capacidade de síntese e de sedução do autor do blogue - o Nuno é jornalista.
Em suma, a Rua da Judiaria reune, num weblog atraente e criteriosamente ilustrado, textos que merecem ser lidos em slow mode.
Uma das últimas peças que o Nuno Guerreiro nos ofereceu e que serve de pretexto a esta referência é o post: O Judeu português que inventou o telefone - 7 de Dezembro.
Uma história absolutamente surpreendente que começa assim:
 
"Johann Reis nasceu a 7 de Janeiro de 1834 na pequena cidade de Gelnhausen, próximo de Frankfurt, na Alemanha. O seu pai, Segismundo Reis, um padeiro de parcos recursos, era filho de judeus sefarditas portugueses oriundos da Beira Baixa que emigraram para a Alemanha nos finais do século XVIII, juntando-se inicialmente à florescente comunidade de judeus portugueses estabelecidos em Hamburgo.
Órfão de mãe aos 11 meses, Johann Philipp Reis perdeu também o pai quando tinha apenas 10 anos, sendo criado pela avó materna, uma Judia portuguesa extremamente culta e bastante religiosa. Estudante talentoso desde tenra idade, Johann Reis passava horas na biblioteca do colégio, o Instituto Hanssell, lendo tudo o que apanhava sobre as suas disciplinas favoritas: geografia, matemática, física e línguas. Um dos seus tios queria fazer dele um comerciante, profissão tradicional na família, mas Johann tinha outras aspirações. Aos poucos, pagou do seu bolso aulas privadas de matemática e física e em 1858, um ano antes de casar, aceita a posição de professor de matemática e ciências no Instituto Garnier, em Friedrichsdorf, nos arredores de Frankfurt.
O caminho que o levaria à invenção do telefone teve início acidentalmente, quando Johann Reis investigava a possível construção de uma “orelha artificial” (künstliches ohr) para aliviar a surdez – uma doença que afectava a sua avô beirã, já em idade avançada. (...)" O resto está aqui.

dezembro 15, 2005

... on the same pedestal on my left ...

She is Portuguese, lives mainly in Lisbon, Portugal, and writes beautifully, both in English and in Portuguese. She is also a very good amateur photographer. Well, but that’s just my opinion.
I think she has a slow blog (I wonder if she agrees with this vague label). She authors “O Mundo de Claudia”, an English written weblog.
I take some time to read it, once in a while. And you, what about spending some minutes enjoying a “Winter Sun”.

An excerpt:
(…)I suddenly feel observed. What is this primitive skill humans still have, this alertness that doesn't leave us to rest, like preys waiting to be hunted? I look behind me and between the iron legs of that grotesque statue figure, I see a man with a camera taking a photo. Of the statue? A photo of me? It doesn't matter, by this point I am convinced there is a universal plot against my reading. (…)